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sábado, 31 de dezembro de 2016

Artigo



“NO FUNDO DO CANTO” REVERBERAM OS SONS DA VIOLÊNCIA: UMA ANÁLISE DA POESIA DE ODETE SEMEDO.
Ianes Augusto Cá (Unilab)

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar dois poemas intitulados Bissau é um enigma e Quando tudo começou Bissau não quis acreditar, da obra No Fundo do Canto (2003), da poetisa guineense Odete Costa Semedo. A metodologia foi baseada na pesquisa bibliográfica, leitura crítica e fichamento dos textos. De modo geral, percebe-se que No Fundo do Canto o eu-lírico está voltado às questões da violência inerentes aos processos de independência do povo guineense numa empreitada que busca no sentimento patriótico uma ferramenta para o combate aos problemas e desafios que se colocam perante esta nação.
Palavras-chave: Violência, Literatura, Guiné-Bissau.
ARTIGO COMPLETO: No Fundo do Canto Reverberam os Sons da Violência.





domingo, 18 de dezembro de 2016

Joselino Guimarães é Licenciando em  Letras-Língua 
A imagem pode conter: 1 pessoaPortuguesa na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Membro declamador de grupo vida verso de Centro Cultural Brasil, Guiné Bissau e  Kampada di Badjiki, grupo dos estudantes guineenses na UNILAB. Tem paixão pela Linguística e faz aventura na criação dos textos literários (Poemas, Contos e Crônicas).


Si Sabura!?

Era em 63 que começou a resmungar dentro di bariga di si mame. Si mame?! Será? Não. Resmungava com aquele que queria trucidar o seu epíteto ku si mantenha.

Em 73 apelidou o seu nome autonômico, ma só pidi inda, os outros chamava a assim. Tem filhos formados na Rússia, Cuba, Portugal, Brasil, alias em cinco continentes com boas qualidades de formação. Tem bolanhas, madeiras, mar, terra verde, kultura riku, manga di duturis. Boas escolas de formação, porém nenhum dos seus filhos, aliás maioria dos seus rebentos não se formaram em casa.

Desde 74 ate aos, sempre tem bons presidentes e primeiros ministos trabalhores mandachuvas, tudo está bem organizado, boas estradas ku baletas mangadel, muitas universidades públicas, sin skola di formason, energia até nas zonas mais longínquas, as candeias e velas nas casas dos seus filhos.
As suas eleições, sistema governativo e a democracia estão muito bem organizadas, bruzundanga, deputados bem unidos.
Linda é ela, bonita, maneirinha de bom formato, sorridente, elegante, mansa e simples com um lindo nome que se chama verbo sakalata. Cólera, sarampo, paludismo, diarreia são doenças que ela já esqueceu há muito tempo, contudo ceifam a vida dos seus filhos em cada hora.
Mortalidade pós-neonatal, neonatal e perinatal, lamento, também não existe. Sempre era, é e será boa genitora, todos os seus grandes filhos estão sob suas asas, não obstante nenhum tem sentado sobre seus ramos, nem ela tem ciência de chamá-los para virem contribuir no desenvolvimento que ela não precisa, kuidadu i djiru de!
Bonita é ela, olhos de pomba, garganti di puti kor di mampatas ku tambakumba, kabelu suma verdi di si bolanhas, nariz firmadu tchan suma pata di fidju di gazela, com um falar agradável e bem eloquente com um predicativo bem polido, bati governos ku djunda djunda.
Grito forte, roku, garganta kotchotchidu com fome da paz, sossego mangadel. Funcionários com seus salário a tempo, sin un fran na fin di mis, terra di sabura na kansera, ala la de! Hum! Kalur na friu ampagatch, salgadura na língua di djintons, sabura na língua di pubis, i asin propi, kal dia ku ontingnhi risibi kokida dianti di kabesa?
As crianças são postas nas escolas, di parmanha sedu ku bandeja na kabesa ate na konkongnhidura di sol, speransa firmadu latidu na kil bon tarbadju di dana terra, casas bonitas igual a bentens di bissiaduris di Orangu Garandi, bons semáforos postos nas estradas, de manhã até a tarde nunca mais se apagam. Parabéns pa bon tarbadju!
Luz pa tudu ladu 24/24 horas, lua cheia ku ta tisi kontentamentu pa si mininus, pabia ku si klaridadi ku prentchentches ta brinka, yagu potável i kil ki ta bibi tudu dia, ku ta bin so un bias pa mis, fontis ki ka ta bibi si yagu, sin el kin ku na matal sedi na língua? Ninguin.
Todos os maridos assumiram suas casas, fartura sikidu na kasa, suas mulheres dormem até ao meio dia, cinco horas já estão em pé com seus baldes nas mãos bas di serenu na kil fuskafuska pa busca Pindjikiti.
A cidade bem limpa com luxo no lixo, lixeira sem lixos, casas de palhas com telhas, bairros bem urbanizados, casas numeradas com grande embaraço de acesso.
Presidentes e primeiros-ministros sempre são brothers, disnan ki el todos os governos terminam seus mandatos, paz, sussegu, fartura, unidadi, tarbadju, contanto que deve ser seu nome não seja, ma el ki kantiga di buska turpesa di renansa ku sikidu fora di korson, fatu foradu ku ngana oredja ku udju na djubi ku odja.
Renansa dadu, tempu konta se korsons berdadeiru, sabura di un terra?!



Mandachuva, chefe, mandão.
Bruzundanga, desordem, atrapalhada, confusão, bagunça.


sábado, 21 de maio de 2016

HUMANIZAR ATRAVÉS DA LITERATURA




Difundir a literatura da Guiné-Bissau é um fator fundamental para o desenvolvimento literário e a tomada de consciência sobre a formação da história do país.  Isto significa dizer que a literatura aperfeiçoa nossos questionamentos e dá respostas a experiência, a capacidade expressiva da mente uma vez que acende a vivência de situações antes que as vivamos.
Fiz este blog porque acredito que a Literatura também é uma forma de humanizar, uma vez que permite ao homem conhecer a condição humana, sendo ele um ser único e complexo. Nesse sentido, retomo António Cândido, crítico literário brasileiro, que diz que o processo de humanização confirma em todos nós o exercício da reflexão, a obtenção de conhecimentos, a boa disposição com o próximo, uma visão humorada e menos hipócrita dos costumes, a depuração da sensibilidade e dos sentimentos, a compreensão da complexidade do mundo e dos seres
Nesse sentido, este blog objetiva trazer reflexões acerca da Literatura, História e Sociedade de Guiné-Bissau, mostrando os diferentes lados de diversos assuntos a fim de darmos um suporte para uma boa formação de opinião e, consequentemente, para a formação de sujeitos humanos, conscientes e críticos.
Neste blog, divulgarei os meus trabalhos apresentados e publicados nos eventos (artigos, resumos simples, resumos expandidos) e algumas reflexões baseadas nos contos, nas poesias e nas cônicas. Também, de boa vontade, é um canal que qualquer um pode mandar o seu trabalho ligado a literatura da Guiné-Bissau, pontos de vista diferentes para ser publicados. Aqui, toda opinião e crítica é bem-vinda. Por isso, amigo leitor, sinta-se a vontade para compartilhar suas reflexões e contribua para o crescimento deste veículo de informação. Basta enviar seu texto para o e-mail: ianesaugustoca@gmail.com. Mande seu texto, mande sua opinião, mande seu argumento.