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sábado, 11 de novembro de 2017


Ianes Augusto Cá é graduando do curso de Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa da Universidade da Integração Internacional 
da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB.










RESI(LI/ST)ÊNCIA
A natureza se confluem com a ambição do ser humano. As atrocidades passam ser sentidas como a canção do cotidiano. As flores murcham na cada amanhecer do sol e na manhã dos cantares dos pássaros. O sentido da unidade se desmancha a cada soprar do vento do Nordeste. As incertezas pairam quando o sol se beija com água e floresta em cada tarde de crepúsculo. Em cada aquecer do sol de meio dia se intensifica com movimento caótico subindo Caracol, feira de Bandim e Praça, alicerçada da incerteza do pão-de-cada-dia. Desonestidade afiada a cada reencontro de projetos fuscos infundadas e sustentadas enganosamente com discursos rasos e inflamáveis que cegam o povo digno, humilde e desinstruído. Jovens desorientados nas bancadas com barradas de wargas colocada no fogareiro, tomando um copo quente para disfarçar a fome à espera do único tiro de cada dia. Aumentar gastrite e câncer no estômago, com falta de materiais dos médicos incapazes de diagnosticar o patógeno. Um pau de cigarro dividido por dez bocas contaminadas de bactérias ingeridas para o pulmão à cada inspiro de nicotina. Aquele que tem mais gosto de dobrar o seu bag e finóro que lhe faz fugir da realidade a procura de um mundo êxtase. Uns que preferem a colocar dentro do chá para que a possa ingerir com mais facilidade. As crianças sentadas na areia brincando com o sentido na barrada à espera de palha-de-warga. As certezas de vida se desfaz à cada vento de confento cotchotchido com mortes lentas de esperança nublado que nunca larga a chuva que regam as flores murchadas de tanto sol de quaresma que bate nas costas dos homens valentes e as mulheres bideras que divorciaram com a esperança desde adolescência. Os olhos atentos a casa dos vizinhos se acenderá as lenhas trazidas das hortas de cajueiros. A cada prato de comida para mais de dez bocas a tentar sorte se vai conseguir uma mão para saciar a fome. A cada minuto as crianças desenvolvem as suas próprias estratégias e técnicas de sobrevivências. Tchocoti cucu-de-caju é uma habilidade comum entre todos para conseguir um kilograma com a vista à loja de Nar para conseguir pão com manteiga. O prazer pelo vinho de caju se tornaram festa nos jovens debaixo de mangueira espalhados, outros sentados nas pedras e deitados no chão como se fosse defunto que espera a decida para a cova. Com o estomago limpo cheio de líquidos acidos que matam as células de esperança a cada segundo que passa. Para aquele que não tiver djaudi se refugia para cana de nsumsum para embriagar mais rápido, alguns chama de foto rápido, devido a função ativa e de controlar rapidamente o nosso organismo. Quando o sol vira, as suas voltas já alagam de vómitos e urinas com cheiros de catingas e odores que soltam parasitas.  A cada hora que passa percebe-se muitas lamentações e discussão política escutada pela boca de um djinton-de-praça que acham doutores e conhecedores de todas as matérias da cidade de Bissau até da outra parte da terra de dona-maria. O paranoico começa quando o sol aquece e vinho fermenta deixa a mente mais confusa para escolher que destino seria capaz de escolher. As brigas começam, quando cada um se sente mais macho que outro. Círculos são feitos em forma de ringue para ver quem é Brucilin e Jack Jean. Vandam e Toncupo eram mais imitados. Socos no rosto começa lagar sangue. As mulheres correndo com mão de sal para estancar sangue. Aquele pega folha de pulga para desinflamar o calo formados pelos murros. De novo sentados fazendo pazes como se fosse não houve a briga. Parece que o amor era tão grande entre eles. Cada um perdoava rapidamente sem deixar magoa no coração. Compartilham o mesmo copo de vinho. O mesmo prato de bafatório e o mesma colher. Trocavam os babus como se fosse o namoro entre dois adolescentes. Cada dia que passava morria vinte e cinco cácris que servia como tira-gosto. Cada um molhava um dente chupava, lembia o molho e levava de volta ao prato. Ninguém se dava conta que era ruim, pois parecia que um amor tão grande. Os homens perdendo vozes dentro de casa a cada dia. As mulheres com tanto sacrifício não deixam o fogo apagado dentro de casa. As cinco horas da manhã se acordam pelo cacarejar das galinhas a procura fonte de alimento. Isso já é hábito mesmo com febre enfrentam esse desafio de levar trigo para casa. Mesmo cuntango já é muita coisa para enganar os bichos na barriga.  Homens abusados. Aqueles que batem nas mulheres depois de estas tinham passado tanto sacrifício, a noite apanham dos maridos. Com todo jeito de amor, de procurar comida para casa, o pago é receber pisa. Grupos de pessoas na porta assistindo briga entre homem e mulher. Depois de homem ter passado dia todo em casa debaixo de tanque de caju banhado com vinho. A mulher banhada de sereno a procura alimento. Depois de enfrentar sol de sofrimento de quaresma que naquele dia parecia que o sol se beijava com o chão. Depois da temperatura que  encontrava em 55º Celsius e alcatrão estava derretendo. Vapor de quentura do asfalto dava para fornear carne do batismo de páscoa. Isso já era promessa de cada dia para as mulheres. Parece que foram amaldiçoados para carregar tanto sofrimento nas costas em nome do amor. Ao mesmo tempo as raparigas recebendo o miau dos gatos sentados na bancada a espera de troco de feira das meninas que vinham de fazer compra de coisas para cozinha. Que preocupavam de sobrar cem francos para deixar os seus gatinhos nas bancadas para consumo de warga e cigarros. Essa cerimônia repetia de dez as doze horas de cada dia.  Era um ritual que as mais novas tinham que cumprir para garantir as suas aceitabilidades com os gatos que gostam de chupar os ossos de baixo de sombra sem esforço. Abraçavam bem apertadinho nelas e a mão esquerda desce de vagar para os seios delas e começam a exprimir como se fosse o médico que diagnostica um paciente de câncer na mama. Parecia que isso agradava as menininhas, porque só achava graças. Outros que têm mais ousadia esfrega e prime bunda delas com mais forças. Aqueles que são mais estúpidos mete o dedo no..... sem que ela reclamar. Parecia um filme de seriado que passava na TV a esse horário específico. Os país olhando para cena fingem que não olham. O que o pai pode dizer se perder a voz e vez? Quando o homem perde poder de controle da casa todo tipo de bicho penetra até na cama. Os valores saqueados a cada batida do ponteiro de relógio. A educação está perdendo lugar devido a falta de autonomia dos homens. Foram tombados trovoadas que ameaçam os seus espaços a cada dia. Os matchu-dunus despreocupados com almoço de cada-dia porque a torneira foi aberta. Falta de controle o estado se tornou bantaba-de-mandjuandade. No cair do sol a escuridão que fala mais alto. Acontece cada tipo de coisas absurdas. As meninas nas portas de vira-costa a espera de um copo de leito com sanduíche. Depois de tomar leite pelo menos paga agachado debaixo de qualquer árvore. Aquele que prefere espaguete com feijão paga mais, o leito é o lugar mais apropriado. Chega em casa na manhã seguinte ninguém questiona. Essa prática era normal. Conseguiu ficar de barriga cheia. Os meninos nos cantos de becos atacando as pessoas para roubar celulares e moedas. Ninguém se temia mais de sangue. Se tiro dos canhões eram música para os seus ouvidos. O sangue era qualquer líquido que ninguém temia. Na puxa-puxa de levar telemóvel para casa esfaqueiam a vítima sem pena nem medo. A tabanca vira filme na cidade de Hollywood. Ator e chefe-de-bande. Os velhos que trabalham utilizam corpo dos adolescentes como fontes de prazer. Agora não querem saber dos jovens. A moda de catorzinha espalhou por toda parte. Violam crianças inocentes atrás de sanduíche para enganar a estomago. Os homens ditos cultos e letrados tomam novos rumos. Homens visionários civilizados viciados se apropriam dos direitos da população para sustentar casa um, casa dois, casa três,.. Nas esquinas de ruas de praças aliciar as adolescentes inocentes atrás gorjetas para garantir Nhamham. Bandos de purfiadures levando a terra para o abismo. A cor vermelha passa tomando espaço de verde e amarela da Bandeira a cada dia que passa.  Desnorteados com ideias malucas centradas dos seus ventres e falos a procura de novinhas para tirar os seus prazeres.  Ambições parvas tomam conta de coração de dirigentes a cada pôr-do-sol. Construindo prédios acima de lama de sangues derramados na intriga. Mordomia acima de direitos da população. Cabeças ocas fracas passam a guiar o destino da população. Acusações falsas intrigantes fazem o urdumunho na morança. A cada dia a canoa afundando violentamente.  Os feiticeiros passam a ser atribuídas mais responsabilidade.  Ninguém more mais de paludismo, diarreia e cólera. A fraqueza não mata mais ninguém, tudo é feiticeiro. Os valores se desmancham a cada soprar do vento. A independência se consolida na dependência e exploração, afundamentos de ideais da luta faz luto e amortece a esperança. As noites se tornam mais longas com as mulheres no pensar de almoço de manhã seguinte. A esperança de vida diminuído a cada ano que passa. Trânsitos armados a espera de gorjetas de taxistas e toca-toca. A autoridade não existe. Parece que tudo se tornou numa bagunça. Jovens conscientes a procura de novos destinos. As bolsas de estudos devidas entre gabinetes como partilha da África. Quem tem família buchudo consegue mais rapidamente...




sábado, 28 de outubro de 2017






Bruno João Cá é graduando do curso de Letras - Língua Portuguesa da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB


Email: brunovas94@gmail.com






ANÁLISE CRÍTICA E REFLEXIVA DO LIVRO A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA (PAULO FREIRE)


Os saberes que a aqui vou me deter a discutir, são os que julguei ser necessários para a prática educativa que se alia com o processo de desenvolvimento humano e aprendizagem. Esta análise terá um cunho forte da minha visão holística que construí do livro, na qual acredito e consigo ver as possibilidades de aplicabilidade e/ou cumprimento desses saberes por intermédio da prática educativa adotada pelo educador e partilhada pelos educandos.
            De início, o título do livro serviu de suporte para todos os saberes que ao longo da progressão da escrita ganharam corpo no todo escrito, o livro. Pois, é na base desse conceito de autonomia que o autor busca mobilizar diversas técnicas, modos de apropriações técnicos, de habilidades e atitudes que um docente e/ou um discente precisa se dispor para adquirir essa autonomia. A pedagogia como sendo um ramo da educação que se preocupa com as formas e os modos de ensinar, e essa está no processo recíproco do ensino e aprendizado que, entra como um componente fundamental que se alia com o conceito de autonomia que é a linha mestra que move todo o livro.
No entanto, um educador precisa no exercício do seu papel acima de tudo ser coerente, ora, não defender uma visão X e na prática de exercer a visão Y. A coerência entra como um saber indispensável na prática educativa do educador como mecanismo delineador de um ponto de vista e de um modo de se apresentar na presença dos alunos e honrar seus compromissos. Quando um ser é coerente, ele leva sério acima de tudo, o cumprimento ético, que não o deixa transgredir, embora que possa, os direitos do outro e o respeito à autônima desse outro. Caso específico, que estamos a tratar, o educador que deve por conta da ética, respeitar a dignidade e a própria autonomia do educando.
            Desta forma, este educador deixa de ser um absolutista, o senhor da verdade. E passa a lidar com o ato de ensinar não como uma mera atividade mecânica de transmitir conhecimento, mas, sobretudo, enxerga no educando como um sujeito que juntos criam possibilidades para produção e construção desse conhecimento por ele a ser ensinado. Nos dizeres de Paulo Freire, teríamos o seguinte, “[…] quem forma e re-forma se forma e quem é formado forma-se e forma ao ser formado” (FREIRE, 1996, p.12), o que colabora com a ideia de (MARINHO-ARAUJO, 2004, p.63) quando afirma que “[…] o papel do professor deve ser o mediador entre os conhecimentos que são culturalmente acumulados, mas que devem ser individualmente apropriados e transformados na aprendizagem.” Mostrando que a efetividade do aprendizado não está naquilo que é ensinado, mas na forma de ingerir esse ensinamento pelo indivíduo ensinado.
            Isso tudo se torna possível quando, enquanto educador respeitamos a capacidade de curiosidade dos nossos educandos, ao acreditarmos que não é memorizando que se aprende, mas quando se cria um juízo crítico a respeito do que nos é posto como forma a seguir ou verdades cristalizadas. Sendo assim, uma das condições necessárias para o pensar certo seria, “não estarmos demasiados certos […] estarmos abertos e aptos a produção de conhecimento ainda não existente, por meio do ensinar, aprender e pesquisar”. (FREIRE, 1996, p.14)
            Se o educador sabe que ensinar não se restringe só a um mero ato de transmitir conhecimento, todavia, construir, produzir junto como o educando esses saberes/conhecimentos, o cenário da sala de aula precisa ganhar também uma nova roupagem. O incentivo a participação, a visão crítica, a valorização da vivência do educando, as perguntas instigadoras e curiosidade, ou seja, tornar-se a prática docente uma aventura, acreditando na possibilidade de que “[…] ninguém se desenvolve sozinho, todo desenvolvimento pessoal é um elo na cadeia de desenvolvimento da sociedade”. (Oliveira, 2012, p.36). No entanto, na medida em que as aventuras não se acabam, assim também a construção do ser humano é inacabado e não isolado, faz-se socialmente, e essa busca continua de se construir, necessita de métodos de aprendizagem solidário, sob os quais “É fundamental que o professor considere, no seu planejamento, uma constante articulação entre o conhecimento cotidiano e informal, construído pelas práticas sociais do contexto cultural das pessoas, mas também o conhecimento científico e formal, transmitido pela aprendizagem escolar.” (MARINHO-ARAUJO, 2004, p.84).
            Os educadores, assim como os educandos, precisam ser movidos pelo espirito revolucionário. Movidos por este espírito, buscarão a transformação e não a manutenção do status quo, seja ele social ou educacional impregnado. Desta feita, as suas reivindicações não resultam a queixa como um simples ato de resignação, mas a busca de um juízo crítico que cria autonomia e os faz ultrapassar o problema (Mota, 2005). A transformação que assim queira ser instaurado precisa de uma preparação, isso faz de um educador um sujeito que deve ser capacitado cientificamente, de modo que, a “sua incompetência profissional desqualifica a sua autoridade” (FREIRE, 1996, p. 36)
             A Liberdade é uma prática que o professor enquanto educador deve incentivar, por isso deva evitar tomar o educando como mero repetidor, pois, segundo (FREIRE, 1996, p. 41) “ninguém amadurece de repetente aos 25 anos”. O educador nunca deve ser ingênuo de pensar que educação como forma de intervir no mundo, deixa de ser uma atividade política, como reitera Paulo Freire, “a educação é política” (FREIRE, 1996, p.42).
            Os saberes que precisam tanto educadores e educandos para aperfeiçoar a prática educativa, seria nada mais que saber despertar “afetividade”, alegria, capacidade científica, domínio técnico a serviço da mudança […], pois como homens e mulheres somos seres “programados, mas para aprender” e, portanto, para ensinar, para conhecer, para intervir […]” (FREIRE, 1996, p.43-44) por esta razão, precisamos no ato de ensinar e apender ser motivos por nossos sentimentos e emoções que darão sentidos as nossas ações pedagógicas.
            Devemos firmar a nossa “prática educativa como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos.” Como melhor forma de intervir no mundo e poder adaptá-lo aos nossos moldes não a forma pré-dadas. Por esta razão, estou concordando em parte com a concepção interacionista, quando afirma que

[…] a história das pessoas e suas interações com seus grupos sociais influenciam o modo como se desenvolvem e como vão transformando a realidade pela sua ação. O desenvolvimento e a aprendizagem são processos construídos dinâmica e interativamente, durante toda a vida: esses processos não estão prontos ao nascer e nem são adquiridos passivamente.  (MARINHO-ARAUJO, 2014, p.61)

Aqui constatamos a capacidade do amadurecimento e de construção autônomo que um ser humano precisa para o seu desenvolvimento e construir seus aprendizados, recebendo da sua convivência com o outro, juntando com a sua pré-disposição de saber e constrói saberes e conhecimentos autônomos com alicerces por ele mesmo criado.

Referências Bibliográficas

FERNÁNDEZ, Alicia (1994). A queixa da professora.  In: Fernández, Alicia. A Mulher Escondida na Professora. Porto Alegre: Artes Médicas.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Lopes de Oliveira, M. C. S. (2012). O adolescente em desenvolvimento e a contemporaneidade. In: Curso de prevenção do uso indevido de drogas para educadores de escolas públicas (p. 34-44). Brasília: MEC/SENAD/UnB.
MARINHO-ARAUJO, C. M. . (2014) Concepções Psicológicas sobre Desenvolvimento Humano presente no processo Ensino-Aprendizagem. In: Cynthia Bisinoto. (Org.). Docência na Socioeducação. 1ed. Brasília, v. 1, p. 53-65.
________________Interdependência entre aprendizagem e desenvolvimento. (2014). In: Cynthia Bisinoto. (Org.). Docência na Socioeducação. 1ed. Brasília, v. 1, p. 73-86.
MOTA, Márcia Elia da. (2005). Psicologia do desenvolvimento: uma perspectiva histórica. Temas em Psicologia13(2), 105-111.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017






Eugênio Nunes Correia é  graduando do Curso de Letras -Língua Portuguesa pela Universidade da Integração 
Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.   



















Vou nessa viagem
Me encontre na próxima paragem
Vou estar lá,
Me ocupando com este engenho
Eu sou de lá, não me procure cá
Vou estar lá fazendo o que faço e com empenho
Sou viajante
Viajo bastante
Minha paragem é dor
É amor
É emoção
Minha paragem é canção
Canta alma, canta coração
Canta beleza, canta tristeza.
Sou viajante
Já viajei corações
Já cantei emoções
Ainda viajo, ainda canto
Eu já seduzi pranto
Sou balada de sentimentos
Sofridos e não padecidos
Me chama poesia









Bernardo Alexandre Intipe nasceu na cidade de 

Bissau (Guiné-Bissau). Escreve contos e poemas que destacam aspectos da sua cultura e sociedade. Em 2014, ingressou na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), considerado um dos pioneiros do Curso de Letras - Língua Portuguesa/Campus dos Malês/Bahia.







MASSAKRI NANO MORANSA

Havia uma aldeia cheia de ganância, em que cada pessoa se esmagava o companheiro a prol de sobreviver.
A vida era tão instantâneo, cada uma se deambulava de um lado pro outro para que não seja caçada. Ou seja, o que pairava ali era a lei da selva, isto é, a luta pela sobrevivência.
Quem possuía mais força aniquilava o parceiro com as suas próprias mãos sem piedade, “Kada kin pa si kabesa Deus pa tudu” como dizem os guineenses.
A sociedade era repugnante que ninguém sabia explicar como se funcionava e, sobretudo, não existia a longa vida.
A fome acaba com os ditos “servis” por serem “fúteis” e rejeitados perante os burgueses.
A crueldade era hegemonia trágica dos dominantes sob os dominados, por não haver paradoxalidade entre a dita dicotomia dos (fracos para os mais fortes). Contudo, a anomalia era e é tosca e inaudível.
Sendo assim, os vigorosos são proeminentes e mentores de maligna sociedade que nem todo mundo tem a voz.

Por causa da dita desigualdade que há na nossa sociedade.


sábado, 30 de setembro de 2017




Vaz Pinto Có (Afu) é Licenciando em Letras Língua
 Portuguesa na Universidade da Integração Internacional 
da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB). Membro 
da Academia Afro-cearense de Letras (AAFROCEL). 
Em 2015 participou na Coletânea Novos Escritores 
da Academia Afro-cearense de Letras, em 2016 participou
 no livro O que contam os sentidos do projeto ateliê com 
conto Tragédia da Feijoada.  Além do conto gênero literário 
preferido. Vaz escreve também, poesia, crônica, memorial e diálogo. 






 Dia da expulsão
 Se alguém.
Perguntar-me de novo
O dia da independência
Da Mama Guiné
Mulher encantadora e vaidosa
Não direi 24 de setembro.
Repito não direi
Desta vez responderei
Mama Guiné,
Minha amada pátria
Nasceu Independente
Porque,
Meu tataravô Ndjirapa Có
Saia de Biombo
Ia para Bissau, Catió.
Bubaque, Mansoa
Gabu, Bafata, Buba.
Sem pedir guia a ninguém
Até morrer
Não pediu guia
Nem ao Joaquim
 Nem ao Antônio
Para ir onde ele quer
Meu trisavô Tchumba Nhassé  
Também viveu
Nessa liberdade
No entanto, um dia.
Um homem impostor
Que não conheceu 
Lugar dele
Chamado de tuga
Veio para cá e privou
Essa independência
Dizendo ao meu bisavô
Malam Djassi  
Se ele quiser
Ir Para Gabu, Mansoa.
Bafafá, Catió e Buba.
Deve pedir guia
Na mão dele,
Porque a partir daquele dia
A nossa terra é dele
Então se alguém quiser
Fazer alguma coisa na terra
Tem que pedir
Autorização na mão dele
Se não pedir
Portanto não pode fazer
E tudo ficou assim
Até um dia
As guerreiras e os guerreiros
Da nossa pátria
Dizerem basta
E expulsaram-no
Em nossa terra
Porém ninguém fala assim
Só cantando
A independência
Contudo, hoje grito viva.

Dia da expulsão e tu? 

quarta-feira, 7 de junho de 2017



Jeremias Demba é graduando em 
Letras - Língua Portuguesa pela 
Universidade da Integração Internacional 
da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, 
aventureiro no mundo da Literatura e 
Linguística, autor de poesias e contos.









Gente e ente
Tudo começara numa noite
Decretada por uma elite
Cujo desejo era roubar o leite
Dos prematuros sem dente.
O mal que nascera nessa gente
Infelizmente
Assombra incalculavelmente
O sonho que nasce na mente
Dos que fielmente
Almejam locomover para frente.
Estes, tristemente,
Aglomeraram homens de patentes
Dividindo-os em duas frentes
Para juntos começarem cruelmente
A ceifa de pobres inocentes.
Tal serviço exigente
Age de psique imprudente,
Imbuídos no sentir ausente
Massacravam com punho ardente
Tudo quanto pretende e aumente
A vontade de viver noutra vertente.
Suscitaram o espírito tremente
Semearam o amor ausente
Regaram a vingança paulatinamente
Que frutificou o ódio pendente
Derramando a cada nascente
E desferindo a derme potente
Com o sol ardendo quente.
Caíram sobre a terra o brilho reluzente.
Dos olhos só restavam o expoente
de dor candente
que brota do ocidente
rebolando para oriente,
assim formando uma enchente.
A divisa do corpo influente
persuadido por gente insolente
Ocasionou um caos sem precedente,
 coadunou a liberdade com a corrente
apertando-a inteiramente
Sugando seu sangue violentamente.
Alastra de onze em onze principalmente,
arrasta todo o conveniente
rudemente e obrigatoriamente,
nem mesmo a semente
para prever o incidente.
Só deixa o impertinente
que não ilude pretendente.
Brá é testemunha vivente
do massacre que provocara o grande acidente
Que sacaneou a terra valente
transfigurando-a num escombro indecente.
Extinguiram o pequeno emergente
Arrasando-o financeiramente
Percorreram uma porção do continente
arruinaram o país contente
em onze meses literalmente
soltaram foguetões que poluíram o ambiente
impulsionaram a intoxicação do presente.
emboscaram como serpente
para engolir o irmão inimigo de repente...
O susto transportou massivamente
Grudou desgrudando muita gente
do ponto cardial leste nascente
ao ponto cardial oeste poente.
Tal drama do continente no ocidente
Transformou o universo num autêntico audiente,
A chuva de sangue transcendeu a ciência da mente.
Eu ainda choro o meu ente
assassinado barbaramente
por essa gente inclemente.
Não precisa ser cientista para ser ciente
Abandone o teu pente
Pegue minha lente
Observe calmamente
Para perceber cabalmente
A carnificina que minguou povo balente
Durante onze meses quente.........






















domingo, 4 de junho de 2017







Eugênio Nunes Correia é  graduando do Curso de Letras - Língua Portuguesa pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.














Vou nessa viagem
Me encontre na próxima paragem
Vou estar lá,
Me ocupando com este engenho
Eu sou de lá, não me procure cá
Vou estar lá fazendo o que faço e com empenho.
Sou viajante
Viajo bastante
Minha paragem é dor
É amor
É emoção
Minha paragem é canção
Canta alma, canta coração
Canta beleza, canta tristeza.
Sou viajante
Já viajei corações
Já cantei emoções
Ainda viajo, ainda canto
Eu já seduzi pranto
Sou balada de sentimentos
Sofridos e não padecidos
Me chama poesia.