--> expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sábado, 30 de setembro de 2017




Vaz Pinto Có (Afu) é Licenciando em Letras Língua
 Portuguesa na Universidade da Integração Internacional 
da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB). Membro 
da Academia Afro-cearense de Letras (AAFROCEL). 
Em 2015 participou na Coletânea Novos Escritores 
da Academia Afro-cearense de Letras, em 2016 participou
 no livro O que contam os sentidos do projeto ateliê com 
conto Tragédia da Feijoada.  Além do conto gênero literário 
preferido. Vaz escreve também, poesia, crônica, memorial e diálogo. 






 Dia da expulsão
 Se alguém.
Perguntar-me de novo
O dia da independência
Da Mama Guiné
Mulher encantadora e vaidosa
Não direi 24 de setembro.
Repito não direi
Desta vez responderei
Mama Guiné,
Minha amada pátria
Nasceu Independente
Porque,
Meu tataravô Ndjirapa Có
Saia de Biombo
Ia para Bissau, Catió.
Bubaque, Mansoa
Gabu, Bafata, Buba.
Sem pedir guia a ninguém
Até morrer
Não pediu guia
Nem ao Joaquim
 Nem ao Antônio
Para ir onde ele quer
Meu trisavô Tchumba Nhassé  
Também viveu
Nessa liberdade
No entanto, um dia.
Um homem impostor
Que não conheceu 
Lugar dele
Chamado de tuga
Veio para cá e privou
Essa independência
Dizendo ao meu bisavô
Malam Djassi  
Se ele quiser
Ir Para Gabu, Mansoa.
Bafafá, Catió e Buba.
Deve pedir guia
Na mão dele,
Porque a partir daquele dia
A nossa terra é dele
Então se alguém quiser
Fazer alguma coisa na terra
Tem que pedir
Autorização na mão dele
Se não pedir
Portanto não pode fazer
E tudo ficou assim
Até um dia
As guerreiras e os guerreiros
Da nossa pátria
Dizerem basta
E expulsaram-no
Em nossa terra
Porém ninguém fala assim
Só cantando
A independência
Contudo, hoje grito viva.

Dia da expulsão e tu? 

Nenhum comentário:

Postar um comentário