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quarta-feira, 7 de junho de 2017



Jeremias Demba é graduando em 
Letras - Língua Portuguesa pela 
Universidade da Integração Internacional 
da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, 
aventureiro no mundo da Literatura e 
Linguística, autor de poesias e contos.









Gente e ente
Tudo começara numa noite
Decretada por uma elite
Cujo desejo era roubar o leite
Dos prematuros sem dente.
O mal que nascera nessa gente
Infelizmente
Assombra incalculavelmente
O sonho que nasce na mente
Dos que fielmente
Almejam locomover para frente.
Estes, tristemente,
Aglomeraram homens de patentes
Dividindo-os em duas frentes
Para juntos começarem cruelmente
A ceifa de pobres inocentes.
Tal serviço exigente
Age de psique imprudente,
Imbuídos no sentir ausente
Massacravam com punho ardente
Tudo quanto pretende e aumente
A vontade de viver noutra vertente.
Suscitaram o espírito tremente
Semearam o amor ausente
Regaram a vingança paulatinamente
Que frutificou o ódio pendente
Derramando a cada nascente
E desferindo a derme potente
Com o sol ardendo quente.
Caíram sobre a terra o brilho reluzente.
Dos olhos só restavam o expoente
de dor candente
que brota do ocidente
rebolando para oriente,
assim formando uma enchente.
A divisa do corpo influente
persuadido por gente insolente
Ocasionou um caos sem precedente,
 coadunou a liberdade com a corrente
apertando-a inteiramente
Sugando seu sangue violentamente.
Alastra de onze em onze principalmente,
arrasta todo o conveniente
rudemente e obrigatoriamente,
nem mesmo a semente
para prever o incidente.
Só deixa o impertinente
que não ilude pretendente.
Brá é testemunha vivente
do massacre que provocara o grande acidente
Que sacaneou a terra valente
transfigurando-a num escombro indecente.
Extinguiram o pequeno emergente
Arrasando-o financeiramente
Percorreram uma porção do continente
arruinaram o país contente
em onze meses literalmente
soltaram foguetões que poluíram o ambiente
impulsionaram a intoxicação do presente.
emboscaram como serpente
para engolir o irmão inimigo de repente...
O susto transportou massivamente
Grudou desgrudando muita gente
do ponto cardial leste nascente
ao ponto cardial oeste poente.
Tal drama do continente no ocidente
Transformou o universo num autêntico audiente,
A chuva de sangue transcendeu a ciência da mente.
Eu ainda choro o meu ente
assassinado barbaramente
por essa gente inclemente.
Não precisa ser cientista para ser ciente
Abandone o teu pente
Pegue minha lente
Observe calmamente
Para perceber cabalmente
A carnificina que minguou povo balente
Durante onze meses quente.........






















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