Jeremias Demba é graduando em
Letras - Língua Portuguesa pela
Universidade da Integração Internacional
da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB,
aventureiro no mundo da Literatura e
Linguística, autor de poesias e contos.
Gente e ente
Tudo
começara numa noite
Decretada
por uma elite
Cujo
desejo era roubar o leite
Dos
prematuros sem dente.
O
mal que nascera nessa gente
Infelizmente
Assombra
incalculavelmente
O
sonho que nasce na mente
Dos
que fielmente
Almejam
locomover para frente.
Estes,
tristemente,
Aglomeraram
homens de patentes
Dividindo-os
em duas frentes
Para
juntos começarem cruelmente
A
ceifa de pobres inocentes.
Tal
serviço exigente
Age
de psique imprudente,
Imbuídos
no sentir ausente
Massacravam
com punho ardente
Tudo
quanto pretende e aumente
A
vontade de viver noutra vertente.
Suscitaram
o espírito tremente
Semearam
o amor ausente
Regaram
a vingança paulatinamente
Que
frutificou o ódio pendente
Derramando
a cada nascente
E
desferindo a derme potente
Com
o sol ardendo quente.
Caíram
sobre a terra o brilho reluzente.
Dos
olhos só restavam o expoente
de
dor candente
que
brota do ocidente
rebolando
para oriente,
assim
formando uma enchente.
A
divisa do corpo influente
persuadido
por gente insolente
Ocasionou
um caos sem precedente,
coadunou a liberdade com a corrente
apertando-a
inteiramente
Sugando
seu sangue violentamente.
Alastra
de onze em onze principalmente,
arrasta
todo o conveniente
rudemente
e obrigatoriamente,
nem
mesmo a semente
para
prever o incidente.
Só
deixa o impertinente
que
não ilude pretendente.
Brá
é testemunha vivente
do
massacre que provocara o grande acidente
Que
sacaneou a terra valente
transfigurando-a
num escombro indecente.
Extinguiram
o pequeno emergente
Arrasando-o
financeiramente
Percorreram
uma porção do continente
arruinaram
o país contente
em
onze meses literalmente
soltaram
foguetões que poluíram o ambiente
impulsionaram
a intoxicação do presente.
emboscaram
como serpente
para
engolir o irmão inimigo de repente...
O
susto transportou massivamente
Grudou
desgrudando muita gente
do
ponto cardial leste nascente
ao
ponto cardial oeste poente.
Tal
drama do continente no ocidente
Transformou
o universo num autêntico audiente,
A
chuva de sangue transcendeu a ciência da mente.
Eu
ainda choro o meu ente
assassinado
barbaramente
por
essa gente inclemente.
Não
precisa ser cientista para ser ciente
Abandone
o teu pente
Pegue
minha lente
Observe
calmamente
Para
perceber cabalmente
A
carnificina que minguou povo balente
Durante
onze meses quente.........

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