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domingo, 12 de fevereiro de 2017



Vaz Pinto Có (Afu) é Licenciando em Letras Língua Portuguesa na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB). Membro daAcademia Afro-cearense de Letras (AAFROCEL). 
Em 2015 participou na Coletânea Novos Escritores da Academia Afro-cearense de Letras, em 2016 participou nolivro O que contam os sentidos do projeto ateliê com conto Tragédia da Feijoada.  Além do conto gênero literário preferido.  Vaz escreve também, poesia, crônica, memorial e diálogo. 





Baloba não é Yrãn *
       Meu patrão, prefiro que colonize minha casa em vez de colonizar minha cabeça. Quero estar livre para pensar, refletir e falar da minha casa e não você a falar dela.  Patrão!  
Embora eu soubesse que nesta nação a fala de uma mulher não é ouvida.  Falo que chegou a hora de começarmos a desamarrar bocadinho-bocadinho nbludju de mintida que nhu Joaquim deixou neste tchon.
 Ouvi dizer que toda a história tem um pouco de sal. Quando mais escrita por alguém que não conhece bem a história que está a escrever. Tudo será sal. Mesmo se colocar um pouco de cebola, alho, gosto, pimenta e limão ou se colocar açúcar e mel nela, Infelizmente, a história será uma salina sem dúvida.
Por isso, é melhor que filho de tchon contasse a história do seu chão. Embora coloque um bocadinho de sal, esta não será suficiente para fazer a história salgar. Em vez de Joaquim que quer escrever tudo, mas não sabe nada, filho da terra sabe um pouco sobre a história do seu chão.
Camarada leitor, talvez o título deste texto lhe surpreenda você deve estar habituado de ouvir que Baloba é templo tradicional onde se faz cerimônia dos yrans ou é lugar dos satanases. Eu também ouvia essa mentira.  Porém, um dia minha avó acabou-me com este pensamento equivocado, hoje quero compartilhar contigo como meu irmão e minha irmã que precisa ser esclarecido sobre esse assunto de conectar a Baloba aos yrans.
 Logo a priori, quero lhe dizer que a verdade é mutável, ou melhor, ela muda de acordo com o tempo.  Porque o que era verdade ontem pode não ser verdade hoje. Nosso pensamento também muda de acordo com o tempo.  Dessa maneira, devemos olhar a verdade como um objeto maleável que sofre mudança e não como uma doutrina.
Camarada leitor, eu sei que você está a perguntar neste momento: se Baloba não é yran o que realmente ela é? Porém minha resposta seria o seguinte: Baloba é Baloba e yran é yran, ou seja, não é a mesma coisa como muitos estão a confundir.  Por exemplo, na etnia Pepel nomeadamente Pepel de Biombo o vocábulo Baloba significa bol, enquanto que yran significa *ossay. Por isso, cada um deve ser colocado no seu caixote e não num mesmo caixote.
Meu leitor e minha leitora, queiramos ou não a Baloba é local sagrada tal como a Igreja. Ela é templo da reza como a Igreja. Como já tinha dito, é lugar onde se faz cerimônia. Esta que levou a Baloba a ser conectada sempre a yran. No entanto, quero saber, será que todo local onde se faz cerimônia é lugar dos yrans? A Igreja é lugar dos yrans? Visto que se faz também cerimônia na Igreja.
Por isso, camarada, você precisa saber que tipo de cerimônia se faz na Baloba para refletir dentro de si sobre essa temática que ninguém quer debater. No entanto, coloco-me a debatê-la. E estou lhe convidando também para participar neste debate. É importante dizer que meu objetivo com esta narrativa não é para lhe obrigar que a partir de hoje você vá derramar cana na Baloba ou matar porco para fazer cerimônia. Eu, sendo uma mulher, não tenho poder de obrigar ninguém a fazer nada nesta pátria, talvez se eu fosse um homem. Pois todo mundo sabe que nesta terra são os homens que mandam e desmandam. Que dia você já ouviu que uma mulher manda aprisionar, torturar e até matar neste chão? Nunca! São os homens que fazem essas barbaridades irracionais só para roncar matchundadi.
Talvez alguém pergunte o que as mulheres fazem neste país? Então, eu respondo: não são as mulheres que fazem comida e levam para prisão? Quando um homem manda fechar outro homem ou mulher? Não são as mulheres que dormem com paciente no hospital quando homem tortura? Quando um homem mata não são as mulheres que choram? Temos mais lágrimas do que os homens? Por que quando eles matam não têm lágrimas para chorar? Ficamos a chorar na casa de tchur-tchur, enquanto eles a jogarem as cartas, a dama e o dominó. Ainda a beber cana, vinho palmo, vinho de caju, cerveja e vinho tinto. Também os homens mandam matar. São as mulheres que enterram os cadáveres. Colocamos mais panos no defunto do que os homens.  Talvez seja por isso que os homens nunca vão parar com malvadeza de matar, torturar e aprisionar nesta pátria sem razão nenhuma. Porque são as mulheres que sofrem com as consequências dos atos deles. Porra! Chega de brutalidade e matchundadi nesta pátria! 
Também não posso obrigar ninguém. Cada pessoa deve escolher livremente a religião que quer. A religião não depende da raça, nem da cor de pele, nem da classe social. Eu escolhi a religião Católica por minha decisão própria. Você também tem este direito, camarada leitor.  Porque temos um só Deus. Cabe a cada um decidir qual será o caminho que ele seguirá por reino do Céu. Ser-se-á aquele de baixo ou de cima? Esta é uma decisão individual. Desse modo, nada de vangloriar que a sua religião é melhor, por favor, nada disso.  
 Portanto, quero que hoje em diante você passe a diferenciar Baloba do yran.  Como maioria está fazendo até agora, tenha consciência de que Baloba não é lugar dos satanases, mas sim uma casa de oração da nossa etnia. Entenda Baloba como um lugar de louvor a Deus e nossos ancestrais, ou melhor, nossos Santos. E não como casa dos demônios e deuses ou uma coisa tradicional. Olha com bons olhos os indivíduos que fazem cerimônia na Baloba. Este é o caminho que eles escolheram para entrar no reino do Céu. Então, merecem o seu respeito.
Para quem derramava cana na Baloba, mas hoje pretende seguir a região Católica ou Protestante... Pode seguir esse caminho livremente. No entanto, sem queimar a Baloba como já vi alguns a fazê-la. Já conheceu um queimador da Baloba vivo? Eu respondo, Infelizmente, não há.  Desse modo, se queimasse a Baloba, lamento muito e aproveito para lhe desejar uma boa viagem ao mundo dos defuntos. Porque, queimou a sua cabeça, ou seja, matou a sua cabeça. Mesmo se orasse mil Pai-Nosso e mil Ave- Maria.
 Infelizmente não terá a salvação. O seu destino será outro mundo, ou seja, mundo dos mortos. Como é possível queimar uma casa de Deus para ir a outra casa de Deus? E acreditar que Deus irá lhe salvar! Está enganado, Ele irá lhe virar as costas. Pois você queimou a morada Dele. Portanto, refleta e pense se não queres derramar cana na Baloba. Pelo fato já não acredita neste caminho, não é motivo de colocar fogo na Baloba. Devido que tem gente que continua a acreditar nela.
No meu entender, maior ignorante é quem julga sem conhecer aquilo que julga. Eu batizei-me e me crismei. Costumo frequentar as missas todos os domingos.  Participo nas festas dos Santos e das Santas na minha Igreja. No entanto, isso não devia me tornar uma pessoa irreflexiva e, a cima de tudo ignorar a cultura dos meus *avós, só porque assimilei outra cultura. Hoje, estou muito triste por desvalorizar nossa cultura no passado. Então, sem mais rodeio, vamos ao enredo.
Eu desde infância costumava ver minha avó, a mãe do meu pai, a ir para Biombo a fim de fazer cerimônia na Baloba de Ndjirapa e Ntomam. Eu olhava para ela como uma pessoa atrasada, antiquada, uma pessoa que não tinha religião, quem anda a adorar os demônios. Além disso, para mim, minha avó seria a primeira pessoa a ir para inferno porque ela não estava a seguir caminho de Deus. Era uma mulher sábia, amável, inteligente. Tinha quarta classe do tempo colonial. Conhecia muito bem coisa da Igreja. Pois frequentou a catequese no período da colonização. Não obstante, ela não chegou a batizar.
Numa certa manhã do ano 2000, ela tinha viagem marcada para Biombo com propósito de fazer, mais uma vez, cerimônia de porco na Baloba. Ela estava prestes a partir, então ganhei a coragem e disse-lhe:
- Vovó, você anda fazendo cerimônias em yrans demais.
-Minha neta, a cerimônia que vou fazer é na Baloba não em Yran! *
-Credo, vovó! Será que Baloba não é yran?
-Não, não é minha neta! Baloba e yran não são as mesmas coisas como você está a imaginar!
- Então Baloba é o quê, Vovó?
- Boa pergunta, Baloba é a nossa Igreja, minha querida neta. Ou seja, Baloba é a casa de Deus para nós. É por isso que a chamamos kuu Utchi, que significa (casa de Deus)
- Nossa! Baloba é vossa Igreja? Como assim, vovó? Pois ouvi que Baloba é lugar *tradicional onde se faz cerimônia dos yrans, ou melhor, Baloba é lugar dos satanases. 
- Minha neta, toda a nossa cultura é coisa dos yrans, satanases ou tradicionais.  * Por exemplo, Kata, Toka-tchur, Ianda-kabaz e Cassamenti por aí vai. Um dia você já parou para pensar sobre isso?
-Não, nunca pensei.
- A cabeça não serve somente para fazer rasta. Porém, para pensar e refletir também. Quem lhe falou que a Baloba é yran ou que é lugar dos satanases?
- Li num livro escrito por os colonizadores.   
- Engraçado os caras são demais.  Escrevem até aquilo que não sabem nem um bocadinho. Pensava que você leu num livro de um fidju di tchon.  O que eles sabem sobre Baloba? Para afirmar que na Baloba fazemos cerimônias dos yrans. Ainda é lugar dos satanases? Maior inteligência de uma pessoa é a humildade. Isso quer dizer quando alguém lhe perguntar algo que você não sabe a sua resposta deve ser o seguinte: não sei e não inventar a resposta.  Isso é burrice não inteligência. Quem deles já foi um dia a Baloba?
- Vovó um colonizador pode sentar aqui em Bissau num hotel e escrever sobre Baloba, sem precisar ir por aí.
- Meu Deus! Como é possível alguém vir para nossa terra e sentar num hotel bebendo uísque, cerveja, vinho tinto e branco, comendo carne de vaca, cabra e porco para escrever sobre a nossa Baloba sem passar, pelo menos, em uma só Baloba? Como será esta história?
- Vovó, talvez seja uma história com muito sal.
- Nada de talvez, só pode ser mesmo uma história de muito sal, minha netinha! Então, chegou a hora de falarmos por nós em vez de alguém falar sobre nos.  
- Sinceramente! Contudo, vovó, diga-me qual é cerimônia que vocês fazem na Baloba?
-Fazemos cerimônia na Baloba para pedir nossos ancestrais que roguem por nos na mão de Deus. Porque a Baloba é casa de Deus. Quando digo Deus é Deus mesmo com D maiúscula e não com d pequeno como alguém quer que seja assim. Só para legitimar um** pensamento equivocado sobre coisa da nossa terra.   Você já ouviu falar de Ndjirapa Có?
-Não, quem é ele?
-Foi ele quem fundou Biombo, ou melhor, ele foi primeiro habitante de Biombo. Para nós, Ndjirapa foi enviado por Deus para criar uma nova terra. A esta que chamamos hoje de Biombo, ou seja, terra de Ndjirapa. Também podemos dizer que ele é um profeta que vem neste mundo para deixar uma nova herança aqui na terra. Sabia que há uma Baloba que tem nome dele em Biombo?
-Não, não sabia, vovó!
-Então, fique sabendo a partir de hoje que toda Baloba que há aqui em Bissau até em Biombo tem nome dos nossos ancestrais. Como por exemplo: Baloba de Ndjirapa, Ntoman, Djoku, Malé, Olassu e por aí vai. Esses são homens e mulheres que viveram neste mundo. Embora para nos não são indivíduos normais como nós, são pessoas que Deus deu poder com propósito de nos proteger na terra. É por este motivo que digo Baloba não é yran.
Porém, é local da reza para pedir a Deus que nos livre do pecado. Por isso, quando alguém peca, Baloba é lugar da confissão do pecado, pedindo a intercessão dos ancestrais que Deus aceite perdoá-lo/a. Quando uma doença maldita está a espreitar a nossa moransa, rezamos na Baloba para pedir Senhor Deus que nos livre contra essa doença. No tempo de Ianda-Kabaz, andamos de Baloba à Baloba para louvar a Deus por vida que Ele nos deu gratuitamente. E agradecemos nossos ancestrais, por serem nossos advogados junto a Deus.
- Vovó, Ndjirapa é vosso Jesus Cristo? *
- Ndjirapa foi um homem muito poderoso. Ele fazia milagre em Biombo. Desse modo, posso dizer sim. Ndjirapa é nosso Cristo. Balobeiro e Balobeira são nossos padres. Como você reza na Igreja dizendo: Cristo rogue por nós, é assim também, que eu rezo na Baloba dizendo: Ndjirapa rogue por nós na mão de Deus.
- Vovó! Antes dos colonizadores vieram para cá, vocês já sabiam que existe Deus?
- Realmente, quando eles chegaram aqui na nossa terra, nossos avôs e nossas avós já tinham sabido que existe alguém que é superior a todos nós homens e mulheres, aqui na terra, qual devemos obedecer.
-Muito obrigado, vovó! Por ter acabado com meu preconceito sobre a nossa cultura.
-De nada, vocês meninas e meninos de hoje apesar de assimilaram a cultura do colonizador, este não deve ser motivo de menosprezarem a nossa.
Então, senhor Joaquim, eu lhe peço se quiser falar da Baloba tem que tirar o seu pé do hotel, ir ao terreno e pesquisar sobre ela. Não sentar no hotel em baixo do ar condicionado para inventar as suas mentiras sobre nossa cultura. Reafirmo, realmente, como eu já tinha falado, é bom que o filho da terra conte a história do seu chão como maneira de livrarmo-nos da história tóxica de Joaquim. No entanto, como é sabido, quando filho da pátria escreve a história, esta não é lida. Pois preferimos aquela de muito sal escrita por um colonizador em vez daquela que tem pouco sal escrita por filho de tchon. Porém, isso não deve ser o motivo de eu deixar de escrever a nossa história. Porque uma coisa é certa, não quero ser mais papagaio dos colonizadores. E você?
Confesso que afinal eu era uma pessoa inocente, cega e burra. Eu Estava falando mal da Baloba sem saber nada sobre ela. Não existe nenhum produto fabricado que não passará de prazo um dia. Mentira dos colonizadores já era. Não tem mais validade. Este meu diálogo com minha avó foi útil para eu lavar meu cérebro.  Porque minha cabeça estava colonizada. Estava enganada sobre a nossa rica cultura. Dantes todo o dito de Joaquim era verdade para mim como se ele fosse Deus ou Santo. No entanto, minha avó deu-me essa aula e acabou-*me com as mentiras dele.
Por isso, achei muito importante compartilhar este saber contigo. Com propósito de lhe ajudar também a lavar a sua cabeça da colonização. A partir deste dia, comecei a ver Baloba com outro olhar, e não com aquele olhar de estranheza. Porque Baloba é casa de reza e não lugar dos yrans, nem dos satanases. Portanto, pelo fato de você não acreditar na Baloba como casa de oração e de louvor a Deus. Não tem direito de desrespeitar aqueles que têm essa crença.  
Também quero lhe dizer, por favor, não diga que tudo que falei aqui é pura mentira Com seu pobre argumento de que eu sou amarrado por coisas tradicionais. Baloba não é coisa tradicional, meu querido e minha querida, mas sim cultural. Por isso, repito, não diga que falei mentira. Por amor de Deus, não fale isso. Pois tudo que narrei é verdade. Embora eu tiver colocado um pouco de sal, lembre-se qualquer que seja história tem um pouco de sal. Sem sal à história não será gostosa, isso não significa que devemos pôr muito sal como os colonizadores. Contudo, só um pouquinho de sal para que a história possa estar boa.
Camarada leitor, como estou terminando esta narrativa, então, aproveito para lhe dizer três coisas: primeiro, quero lhe dizer que agora texto é seu. Por isso, por favor, preencha  as lacunas que deixei. Segundo, como já falei, falo com outras palavras, eu não escrevi esta narrativa para lhe obrigar a abandonar a religião dos colonizadores. Isso não é minha intenção. Se pensar assim, repense. Eu a escrevi para lhe pedir que respeite a religião dos nossos avôs. Por fim, desculpe-me por não ter lhe contado meu nome deste início. Sou Bobirni Ié, uma menina que fala e sabe do que está falando. Também falo com autoridade.  Porque sou a filha de Djagra. Meu pai é régulo de Biombo. Já Imaginou se a filha dum régulo tem medo de falar? Quem o terá? Enfim, eu lhe agradeço por ter lido uma história de oito páginas, que poderia ser resumida em uma ou duas páginas. Muito obrigada que Ndjirapa lhe cubra com manta sagrada!





* Baloba- templo da reza da etnia pepel, também lugar onde se faz cerimonia para louvar Deus e as ancestrais.
Yran- demônio
Mintida- mentira
Nbludju- embrulho
Tchon- chão, porém neste texto tem sentido de terra, pátria e nação.
Nhu- senhor
* Pepel- nome de uma étnia na Guiné-Bissau
Biombo- uma região da Guiné-Bissau que fica na província norte, mas aqui trata do setor também que tem este nome, onde maioria de habitantes são pepelis.
Matchundadi- os homens que abusam da força, ou melhor, os super-homens que podem fazer tudo nem que a lei não permite, porque têm poder e força de fazer aquilo que eles querem.
Cana-cachaça
Tchur- defunto
* NdJirapa Có- foi um ancestral poderoso da etnia pepel, segundo a história ele foi primeiro a habitante de setor de Biombo, hoje, há um Radio comunitário em Biombo em sua homenagem  
Ntomam- nome de um ancestral muito poderoso da etnia e igual modo nome de uma Baloba em Bissau e em Biombo.
Cana- cachaça
Fidju-di-tchon- filho da terra


* * Kata- é um ritual da etnia pepel no qual uma família maternal leva uma menina para servir na Baloba. 
Toka-Tchur – tocar choro é uma cerimonia que as famílias fazem depois da morte de um familiar com intuito de alma deste possa ter paz no outro mundo.
Ianda-kabaz – é um ritual cultural da etnia pepel, no qual uma geração faz peregrinação aos lugares sagrados nomeadamente nas Balobas das ancestrais daquela mesma geração para fazer cerimonia e oração.
Kassamenti- casamento

**
* Balobeiro- homem responsável de conduzir as orações na Baloba
Balobeira- mulher responsável para conduzir as orações na Baloba
* Djagra- Djagra- um dos sete gerações (Djorson) da etnia pepel. De acordo com a cultura pepel são os homens desta geração que podem ser reis (régulo)
Regulo- rei

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