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sexta-feira, 6 de outubro de 2017




Bernardo Alexandre Intipe nasceu na cidade de 

Bissau (Guiné-Bissau). Escreve contos e poemas que destacam aspectos da sua cultura e sociedade. Em 2014, ingressou na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), considerado um dos pioneiros do Curso de Letras - Língua Portuguesa/Campus dos Malês/Bahia.







MASSAKRI NANO MORANSA

Havia uma aldeia cheia de ganância, em que cada pessoa se esmagava o companheiro a prol de sobreviver.
A vida era tão instantâneo, cada uma se deambulava de um lado pro outro para que não seja caçada. Ou seja, o que pairava ali era a lei da selva, isto é, a luta pela sobrevivência.
Quem possuía mais força aniquilava o parceiro com as suas próprias mãos sem piedade, “Kada kin pa si kabesa Deus pa tudu” como dizem os guineenses.
A sociedade era repugnante que ninguém sabia explicar como se funcionava e, sobretudo, não existia a longa vida.
A fome acaba com os ditos “servis” por serem “fúteis” e rejeitados perante os burgueses.
A crueldade era hegemonia trágica dos dominantes sob os dominados, por não haver paradoxalidade entre a dita dicotomia dos (fracos para os mais fortes). Contudo, a anomalia era e é tosca e inaudível.
Sendo assim, os vigorosos são proeminentes e mentores de maligna sociedade que nem todo mundo tem a voz.

Por causa da dita desigualdade que há na nossa sociedade.


Um comentário:

  1. Essa narrativa é literalmente pequena, mas a essência que faz dela uma narrativa muito grande.
    Parabéns Toto Bernardo!👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾

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